Federação Rio Grandense de Golfe

MINUTA DA REUNIÃO REALIZADA DIA 03 DE AGOSTO DE 2005
AS 19:00 HS NO BELEM NOVO GOLF CLUB – PORTO ALEGRE
PAUTA: TEMAS PARA CONGRESSO DO GOLFE 2006

Firmaram presença os seguintes representantes e presidentes dos clubes do RS: Lucilia Davis e Estevão Hoogstraten do Porto Alegre Country Club; Hilton Couto do Rosário Golf Club; Olavo Brasil do Cantegril Clube de Bagé; Ricardo Kunz e Adriana Kunz do Gramado Golf Club; César Borba do Santa Cruz Country Club; Cláudio Guimarães do São Domingos Torres Golf Club, Guga Lang e Carlos Otaviano Moraes do Clube Campestre de Pelotas; Lucio Castagno, Raul Odone, Alexandre Sperb e André Lang do Dunas Clube; Ulisses Lopes e Tassel Selistre do Belém Novo Golf; Norton Fernandes e Arvidt Froemming Diretores da FRGG; Luis Carlos Baumgarten Presidente FRGG; Mauro Baptista Diretor da Federação Paulista de Golfe; Cristiane Teixeira Diretora CBG e Lílian Urata secretária da CBG e ainda Paulo Moraes – Revista The Best Golf e Henrique Fruet – Revista Estampa.

Feito às apresentações a Sr. ª Cristiane Teixeira deu inicio aos trabalhos:

A Srª Cristiane lembrou que já teve três encontros do golfe, sendo em Itu, Gramado e Comandatuba e que foram elaboradas cartas com diretrizes e recomendações, sendo muito importantes para o golfe brasileiro com a criação do Tour Juvenil e as funções dos vice-presidentes da CBG.

Relatou que nestas edições foram marcadas datas para este encontro e participavam todas pessoas interessadas e durante estes encontros eram divididos os participantes em grupos e aí que eram definidos as diretrizes, estratégias e linhas gerais de atuação para os próximos dois anos. O 4º encontro deveria ter sido no ano de 2004 em Foz do Iguaçu, e não foi realizado devido a vários motivos e em especial a modificação da sistemática, mudando de Encontro do Golfe para Congresso do Golfe com a diferença básica que no Congresso os participantes seriam os representantes dos clubes, conseqüentemente das Federações, e nos debates e temas centrais participaram até três delegados por clubes sendo que 01 deles seria parcialmente ou totalmente sitiado para se deslocar até o local. Então os representantes iriam com a delegação do clube e o mais importante já com uma discussão previa, ou seja, a idéia que destes debates regionais saiam deliberações importantes, traçando uma linha de desenvolvimento do golfe para cinco a dez anos, para talvez chegar ao nível da Europa que já tem o Euro2015 que é um plano de desenvolvimento do golfe até 2015, mas a idéia é traçar uma linha por onde caminharmos para construir este projeto e para isso é muito importante estas reuniões prévias, para ninguém chegar no Congresso do Golfe sem saber o que vai ser discutido. A intenção é de ir já com os assuntos previamente discutidos e democratizados suas informações. Os temas, a principio serão os seguintes, podendo ser que ocorra um novo item que será levado como sugestão no congresso:

O golfe amador competitivo
O golfe feminino no Brasil
O golfe juvenil
O meio ambiente e o golfe: duas idéias que se completam
Gerenciamento moderno dos clubes de golfe
Aspectos jurídicos e tributários das entidades do golfe no Brasil
A imprensa e a opinião pública sobre o golfe
As entidades do golfe brasileiro e sua relação com os golfistas
Negócios do golfe ou golfe como atividade empresarial (marketing)
Formação completa do golfista

Estes dois últimos provavelmente como painéis. Então o objetivo das reuniões é dar partida para que de cada Federação ou clube saiam textos e subsídios até março, por exemplo: O 1º documento é a ata da 1ª reunião inicial que fala sobre a programação do congresso, o 2º documento é o subsidio a partir da Conferencia Internacional de Golfe que aconteceu em St Andress que a Srª Vicky White, Presidente do Conselho Mundial Golfe Amador Feminino, traduziu a ata e relatou um pouco a visão que eles tinham no ano de 2005. O 3º documento foi enviado pela Fecong que fala sobre a idéia do golfe europeu que foi tirado da Federação Portuguesa de Golfe é a proposta do ultimo congresso até 2020. E o 4º documento são as conclusões das reuniões preparatórias da Federação Paulista de Golfe sobre estes pontos.

A partir daí, o documento que sair do RS também será levado as outras Federações, quer dizer, o que vai acontecer quando chegar março cada delegado vai ter a oportunidade de discutir no seu estado quais são as condições dos outros estados. Fica em aberto todo e qualquer subsidio para entidades ou pessoas que queira que o Brasil saiba sobre sua experiência ou idéia sobre determinado ponto. A CBG faz questão de elaborar o boletim informativo.

O Sr. Norton disse que inegavelmente o golfe é um negócio, destacando que no RS temos onze clubes filiados e na reunião à participação de dez clubes muito bem representados. O trabalho para formação do temário que será levado para o Congresso deverá ser trabalhado célula a célula onde cada clube deverá formar uma equipe e nomeará o seu representante que cobrará dos demais componentes as idéias levantadas colocando numa pauta onde será apresentada numa próxima reunião da FRGG juntamente com outros representantes de clubes. Sabemos que é difícil organizar, porém tendo uma a persistência do chefe da equipe, onde lembramos que cada clube enviará ao congresso seu representante que será o coordenador da equipe, subsidiado pela FRGG, que esta pessoa cobrasse o trabalho interno visando sempre que a cada 15 a 20 dias um material para apresentar para a FRGG. O e-mail da FRGG ficará aberto para o envio de sugestões e dúvidas tendo resposta imediata de seus assuntos, sempre visando o material necessário para debatermos e começar a formar o temário do RS, definindo o dia 20 de agosto para realização da primeira reunião durante o Aberto de Duplas em Rosário do Sul. O objetivo da reunião, é que os clubes tragam novos temas e possíveis soluções para as pautas mencionadas, trazendo para reunião a realidade do golfe gaúcho. Também requisitou aos representantes um compromisso para a formação da equipe dentro do seu clube elaborando uma primeira idéia para apresentar em Rosário, Informou também que terá mais uma ou duas reuniões no decorrer do Tour Gaúcho e aos poucos iremos formar o temário gaúcho. Nós não temos um prazo definido, porem temos que confeccionar em prazo hábil.

A Srª Cristiane esclareceu que em cima dos temas sugeridos poderão ser debatidos em duas versões, primeiro concordando com o temário discutindo e apresentando sugestões tema a tema ou concordando parcialmente com o temário acrescendo ou excluído um item, por exemplo, colocando o marketing do golfe como tema central deste congresso, sugerido pelo Sr. Froemming. Também esclareceu que tendo um projeto nacional para o aumento de número de golfistas através dos clubes pequenos e do interior, saindo de um congresso, será mais fácil vender este projeto.

O Sr. Ulisses Lopes levantou a questão de ter um projeto de patrocínio a nível nacional, onde a CBG repassaria recursos as Federações e estas aos seus clubes filiados, dando assim o suporte necessário para o desenvolvimento do esporte no país, afirmando que este é o ponto fundamental para o crescimento do esporte.
O Sr. Norton explica que os temas sugeridos na 1ª reunião na verdade são somente títulos, que já foram desenvolvidos e demonstrados no trabalho da Federação Paulista, então o enfoque dado pelos clubes do RS, poderá ser diferente do enfoque dos clubes de São Paulo, baseando-se nas necessidades e dificuldades de cada região.

A idéia observada pela Cristiane é que o foco do congresso é o golfe em vários aspectos desde o golfe competitivo (golfe puro como esporte) até o golfe como produto de venda (comercial).

O Sr. Guga Lang afirmou que os clubes do interior vivem um intenso ajuste de contas internas, sendo que em muitas vezes o presidente tem que custear as despesas para que depois, com um torneio de boa receita, poder se ressarcir. Esta conduta nos clubes tem que mudar.

O Sr. Cláudio Guimarães comentou sobre a necessidade mudar a visão do golfe, que é visto como um esporte de elite porque só o que a grande mídia mostra são torneios de milhões nos EUA e aqui todos entendem se tratar de esporte só para ricos.

O Sr. Mauro Baptista destacou que as pessoas estão doando seu tempo para discutir o futuro do golfe, e que nos seus 30 de anos de experiência é a primeira vez que está acontecendo este empenho generalizado, relatando que quando assumiu a Federação Paulista contava com apenas dois mil e quinhentos jogadores e hoje com doze mil, frisando que mesmo com todas as dificuldades dos clubes do interior e crises horríveis e o golfe ser considerado um esporte de elite, houve um grande crescimento. Destacou também a importância do golfe na geração de empregos. Informou que é o Brasil é o único país na América do Sul que possui dois programas de televisão, sendo um diário. Completou dizendo que quem patrocinou e investiu neste caminho, acreditou no potencial de crescimento do golfe no país. Também informou que ele conta com no mínimo 50 matérias por dia sobre o golfe no interior do estado de São Paulo repassadas pela assessoria de imprensa, clubes filiados e também pela Federação, demonstrando o grande crescimento e integração do esporte no estado de São Paulo e também a grande a evolução no país.

A Srª Cristiane constatou nesta reunião a prova que o caminho para o crescimento do golfe é este destacando que o RS pode contribuir e muito, principalmente na questão do golfe esportivo, afirmando que os bons resultados conseguido a nível brasileiro é fruto de um grande trabalho realizado. Também destacou que para o golfe ser visto como negócio, uma fonte de renda, necessita-se de bons profissionais que trabalhem em horário integral nas aéreas administrativas, marketing, profissionais técnicos, como unidades de negócios e que seja encarado desta forma.

Informou que quando começou com o Conheça o Brasil Jogando Golfe, este circuito teve cinco páginas na Folha de São Paulo sobre campos de turismo de golfe do Brasil. E hoje existe um projeto chamado de “O charme dos nove” que coloca na mesa para apreciação e aprovação como proposta/pauta para o Congresso. E ainda colocou para apreciação a idéia da Federação Paulista para a criação do Interclubes Nacional.

A Srª Lucilia Davis destacou a importância da pauta: Aspectos jurídicos e tributários das entidades do golfe no Brasil que ajudará e muito no que se refere às dificuldades dos clubes em relação aos caddies.

O Sr. Froemming elogiou a integração dos presidentes e representantes dos clubes neste projeto do congresso, destacando que existe um trabalho interno nos clubes muito grande o que contribui para o crescimento do golfe gaúcho.

A Srª Cristiane agradeceu a disponibilidade de todos e informou que a CBG tem um e-mail congressodogolfe@cbg.com.br e está a disposição de todos. Conclui dizendo que a ata desta reunião já poderia, depois de aprovada e assinada pelos participantes, ser enviada para as demais Federações para divulgar o que foi discutido, porque foi muito riquíssimo a discussão e o papel das entidades é fazer esta sinergia entre a CBG, Federações e clubes fazendo realmente o golfe crescer, destacando que o celeiro do golfe brasileiro está aqui no sul, e o sul tem um papel fundamental nestas lideranças, afirmando que o congresso não começa somente em março, e sim é um processo que já começou e ele vai para o encerramento já transformando tudo o que foi feito e discutido neste período em ações que vão nortear tudo o que está por vir, formando uma nova geração de liderança para o golfe.

O Sr. Norton encerrou a reunião, dizendo que é o encarregado da parte prática do temário gaúcho, e solicitou aos formadores de equipes o compromisso de criar uma cartilha e colocar a disposição dos sócios e também em local visível nos clubes, onde todos possam dar sugestões e opiniões e que cobrassem dos formadores de opiniões, dos que entendem, gostam e praticam o esporte um debate interno e apontasse todos os temas que serão levados para a próxima reunião no dia 20 de agosto em Rosário do Sul, que é de extrema importância porque vai ser copilada a 1ª parte dos trabalhos feito por todos os clubes.

O Sr. Hilton destacou que os clubes grandes do RS são basicamente formados por jogadores que vieram do interior e saudou todos os clubes do interior que foram a grande base formadora do golfe gaúcho.

O Sr. Ulisses como representante do clube anfitrião da reunião parabenizou a CBG e a FRGG pela 1ª iniciativa que realmente reúne os vários clubes para discutir o esporte golfe e agradeceu a presença de todos os participantes dizendo que o BNGC estará sempre de portas abertas sendo um parceiro da CBG e FRGG.

O Sr. Luis Carlos encerrou a reunião agradecendo ao BNGC por suas instalações e a presença dos clubes filiados bem como a presença do Sr. Mauro Batista, Lílian Urata e Srª Cristiane Teixeira que gentilmente vieram explanar o que está acontecendo e os caminhos que o golfe brasileiro pretende seguir.